Fim da escala 6×1: entenda a discussão no Congresso
A proposta que prevê o fim da escala 6x1 avançou no Congresso Nacional e abriu um dos debates mais polarizados sobre jornada de trabalho nos últimos anos. O tema mobiliza parlamentares, governo, trabalhadores e setores produtivos, que divergem sobre os impactos econômicos e sociais da mudança. Segundo a Câmara dos Deputados, diferentes textos tratam da redução da jornada semanal sem diminuição de salários, com possibilidade de adoção de modelos como a escala 5x2. As propostas foram apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), enquanto o governo federal também decidiu enviar um projeto próprio.
O relator, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), deu parecer favorável à admissibilidade da matéria e defendeu que eventuais mudanças sejam implementadas de forma gradual. Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a tramitação ocorrerá “sem atropelos” e pode avançar ainda no primeiro semestre. Defensores da proposta afirmam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida e aumentar a produtividade. Experiências adotadas por empresas brasileiras, como a rede de restaurantes Gurumê, são citadas como exemplo de queda na rotatividade e melhora no ambiente de trabalho após a adoção da escala 5x2. Por outro lado, entidades empresariais alertam para possíveis impactos no custo do emprego.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte salarial, pode elevar os gastos das empresas em até R$ 267 bilhões por ano. Representantes do setor de bares e restaurantes afirmam que a mudança pode exigir contratações adicionais e afetar preços e horários de funcionamento. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por uma comissão especial e pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.
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