Polícia Civil abre inquérito para apurar ameaças contra a presidente do Sinjorba
- 08 Out 2026 - 09:54h
- Por Radio Portal FM
Investigação foi instaurada após Fernanda Gama relatar abordagem de segurança armado; sindicato contesta versão do Sinpojud sobre episódio.
Além do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Civil também apura as ameaças relatadas pela presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Fernanda Gama. O inquérito foi instaurado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Brotas). A jornalista recebeu uma advertência no local de trabalho, no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud), na presença de um segurança armado. O episódio ocorreu após ela se recusar a assinar um aviso de férias entregue pela entidade na véspera do início do período.
A ocorrência na Deam foi realizada no último dia 2. Já nesta segunda-feira (5), o Sinpojud voltou atrás na tentativa de conceder as férias para outubro e comunicou, por e-mail, que o período de gozo seria transferido para novembro de 2026. Segundo o Sinjorba, porém, a entidade não explicou por que o gerente de Recursos Humanos, acompanhado de um segurança armado, teria abordado Fernanda para que ela assinasse o aviso de férias.
Em seu site, o Sinjorba contestou a versão apresentada pelo presidente do Sinpojud, Manuel Suzart, ao CORREIO. O sindicato afirma que documentos, e-mails, mensagens e vídeos contradizem a declaração de Suzart de que só teria tomado conhecimento dos acontecimentos por meio de blogs, sites e redes sociais. Segundo o Sinjorba, desde 30 de setembro havia registros internos sobre a tentativa de conceder as férias à jornalista e, no dia 2 de outubro, Fernanda comunicou à diretoria que havia sido abordada novamente pelo responsável pelo RH, acompanhado de um segurança armado.
O sindicato também questiona a afirmação de Suzart de que as férias não haviam sido submetidas à Presidência nem à Diretoria de Finanças para autorização. Segundo o Sinjorba, um parecer administrativo emitido pelo diretor de Administração e Patrimônio, Damião Correia, reconheceu que a jornalista havia sido comunicada das férias com apenas um dia de antecedência, determinou a desconsideração da programação e a suspensão da advertência.
O sindicato dos jornalistas pergunta ainda quem autorizou o pagamento das férias e do terço constitucional, realizado em 30 de setembro, e quem permitiu a continuidade do procedimento após a determinação administrativa. O Sinjorba também cobra a preservação das imagens das câmeras da sede e a identificação dos profissionais de vigilância que estavam no local nos dias 1º e 2 de outubro.
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