Wesley Safadão aciona Justiça contra pré-candidato à Presidência por acusações nas redes sociais

Wesley Safadão aciona Justiça contra pré-candidato à Presidência por acusações nas redes sociais

O cantor Wesley Safadão ingressou com uma queixa-crime na Justiça contra Renan Santos, acusando o pré-candidato do Missão à Presidência da República de crimes contra a honra após declarações feitas nas redes sociais.

A ação foi protocolada na comarca de Fortaleza e sustenta que o fundador do Missão e do Movimento Brasil Livre teria cometido calúnia, difamação e injúria ao associar o artista a supostos esquemas ilegais e práticas criminosas, sem respaldo em investigações formais.

Em março, Renan publicou um vídeo no Instagram no qual afirmou que Safadão seria “o novo ícone da corrupção no Brasil” e que lideraria um “esquema bizarro”, envolvendo contratações de shows por prefeituras do Nordeste com valores milionários e sem licitação.

O dirigente também declarou que o cantor seria “um político safadão que canta” e afirmou que pretende colocar “gente como Safadão” na cadeia caso seja eleito presidente.

Na queixa, a defesa do artista argumenta que as declarações atingiram diretamente sua imagem pública, ao vinculá-lo a corrupção e enriquecimento ilícito. Os advogados destacam ainda que o cantor não é investigado, indiciado ou foi chamado a prestar esclarecimentos em qualquer procedimento relacionado às acusações.

O documento também ressalta o alcance das publicações, feitas em um perfil com cerca de 1 milhão de seguidores, o que teria ampliado significativamente a repercussão das falas.

Justiça do Trabalho anula eleição do Sindimed-BA, afasta diretoria e declara inelegibilidade de integrantes

Justiça do Trabalho anula eleição do Sindimed-BA, afasta diretoria e declara inelegibilidade de integrantes

A Justiça do Trabalho proferiu neste domingo (26) uma nova decisão sobre o processo eleitoral do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), após uma série de denúncias e sucessivas decisões judiciais.

O despacho determina a anulação do processo eleitoral, o afastamento imediato da atual diretoria e o reconhecimento da inelegibilidade de seus integrantes. O tribunal declarou inválida a formação da comissão eleitoral, anulou os atos praticados a partir dela e determinou a reconstrução da lista de votantes, considerada irregular para fins de eleição sindical.

Segundo as denúncias, a relação usada no pleito incluía cerca de 630 nomes, excluía mais de mil médicos e apresentava registros vinculados a pessoas que não são médicas e a médicos já falecidos.

A decisão também validou a rejeição das contas da diretoria em assembleia realizada em 2 de março. Entre os pontos questionados estão aproximadamente R$ 919 mil destinados ao pagamento de salários a dirigentes, valor que não inclui jetons, ajudas de custo e diárias.

Há ainda denúncias de empréstimos feitos com recursos do sindicato a integrantes da gestão, sem aprovação em assembleia. Com a decisão, o Conselho Fiscal deverá convocar, em até cinco dias, uma assembleia para eleger uma comissão provisória, que ficará responsável por administrar temporariamente o Sindimed-BA e conduzir novas eleições.

O médico Tiago Almeida, representante do Movimento Reconstruir o Sindimed e autor das ações e denúncias, afirmou que a decisão confirma a necessidade de reorganização da entidade. “O processo eleitoral estava comprometido e a atual diretoria não reúne condições políticas e jurídicas de seguir conduzindo o sindicato. Agora, é preciso garantir uma nova etapa com transparência, legalidade e participação da categoria”, finalizou.

Após STF limitar 'penduricalhos', desembargadora do Pará diz que categoria pode entrar em 'regime de escravidão''

Após STF limitar 'penduricalhos', desembargadora do Pará diz que categoria pode entrar em 'regime de escravidão''

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), afirmou durante a última sessão presencial da 3ª Turma de Direito Penal que a situação financeira da magistratura é “muito triste” e que, no futuro, a categoria pode não ter “como pagar as contas”.

A fala foi feita durante a 8ª sessão da 3ª Turma de Direito Penal, realizada no dia 9 de abril, e ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecer critérios para o pagamento das verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, a magistrados e integrantes do Ministério Público.

Segundo dados do Portal da Transparência, a desembargadora recebeu, em março de 2026, remuneração bruta de R$ 117.863,72. Após descontos, o valor líquido foi de R$ 91.211,82. O g1 solicitou um posicionamento à magistrada e aguarda retorno.

A desembargadora também afirmou que a categoria não está “no fundo do poço”, mas sim “no fundo do alçapão”. Segundo ela, os juízes vêm sendo tratados como “vilões” ou “bandidos”.

“Os juízes hoje estão sendo vistos como bandidos, como pessoas sem escrúpulos. Pessoas que querem ganhar muito sem fazer nada. Eu gostaria que uma parte da população viesse viver o dia a dia do juiz e do desembargador para verificar como é que a gente trabalha”, declarou.

Ainda durante a sessão, a magistrada disse que os juízes realizam “um número enorme de horas extras em casa”, incluindo fins de semana. "Nós de plantão não estamos aqui, estamos trabalhando em casa e fora os dias que se trabalha à noite revisando votos", afirmou.

As falas ocorreram logo no início da sessão, antes do julgamento de processos. Toda a sessão durou cerca de três horas. Eva do Amaral Coelho integra o TJPA desde julho de 2020, após a morte da desembargadora Nadja Nara Cobra Meda. Ela atua há 45 anos na carreira jurídica no Pará.