A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, na terça-feira (22), a Operação Linha do Tempo para investigar um grupo suspeito de envolvimento em fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos federais em contratos firmados pelo município de Santa Cruz Cabrália, na Bahia.
A investigação começou após análises realizadas pela CGU apontarem possíveis irregularidades em processos de contratação pública, entre elas o direcionamento de licitações, superfaturamento de contratos e a utilização de empresas para criar uma falsa aparência de concorrência. As diligências foram realizadas em municípios de seis estados e no Distrito Federal. Na Bahia, os mandados foram cumpridos em Itabuna, Ibirataia, Eunápolis, Itapitanga, Salvador, São Felipe, Ubatã, Uruçuca, Feira de Santana, Itabela, Presidente Tancredo Neves, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Também foram realizadas ações em Sebastião Barros, Corrente, Parnaguá e Bom Jesus, no Piauí; Jaguaré e Serra, no Espírito Santo; Janaúba, em Minas Gerais; Barra dos Coqueiros, em Sergipe; e Brasília, no Distrito Federal.
Entre os contratos investigados estão aqueles financiados com recursos federais destinados a ações emergenciais, compra de mobiliário e equipamentos escolares e aquisição de playgrounds para unidades da rede municipal de ensino. De acordo com os elementos reunidos durante a apuração, empresas teriam sido beneficiadas em procedimentos licitatórios previamente combinados. Também foram encontrados indícios de preços acima dos valores de mercado e de pagamentos referentes a objetos que possivelmente não foram entregues integralmente.
Por determinação da Justiça Federal, foram autorizados o bloqueio e o sequestro de R$ 13 milhões em bens e valores dos investigados. O material recolhido durante a operação será analisado pela Polícia Federal e pela CGU. A investigação deve buscar identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão de eventuais danos aos cofres públicos.