Sudoeste Na Mira
A Argentina resgatou a essência do futebol coletivo.
Artigo

A Argentina resgatou a essência do futebol coletivo.

Ver a Argentina jogar é como abrir um álbum das grandes seleções da história. Há momentos em que seu futebol lembra o Brasil de 1970: a inteligência de Pelé, a visão de jogo de Gerson, a genialidade de Tostão, a classe de Rivellino e o equilíbrio de Clodoaldo. Evidentemente, cada geração é única, mas o princípio é o mesmo: a bola circula, o time joga junto e o talento individual aparece a serviço do coletivo, Otamendes, Lautauro, McAlister, Emiliano Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, De Paul, Messi, Paredes...

Enquanto muitas seleções apostam apenas na força física, na velocidade ou em esquemas excessivamente defensivos, a Argentina reafirma que o futebol continua sendo um esporte de inteligência, criatividade e ocupação dos espaços. Hoje não dependeu de um único craque. É uma equipe em que todos participam da construção das jogadas e da recuperação da bola.

Mais uma vez, a seleção argentina mandou para casa uma potência europeia, mostrando que tradição se sustenta com trabalho, identidade e confiança em um projeto de jogo. É um futebol que emociona até quem não veste a camisa albiceleste, porque celebra aquilo que fez milhões de pessoas se apaixonarem pelo esporte.

Que venham os próximos desafios. Se continuar jogando dessa forma, a Argentina seguirá escrevendo mais um capítulo de uma das mais belas histórias do futebol mundial.
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Joilson Bergher!