A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou o Projeto de Lei nº 26.316/2026, que trata da reestruturação da carreira dos militares estaduais, em sessão na tarde desta terça-feira, 16. De acordo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), autor da proposta, o texto deve abrir 914 vagas na Polícia Militar e Bombeiros.
O PL chegou em regime
de urgência e foi aprovado por unanimidade entre os 54 deputados presentes na sessão, sendo ser votado após acordo entre as bancadas de governo e de oposição. A matéria chegou a receber emendas do deputado estadual Bobô (PCdoB) e sugestões dos federais Capitão Alden (PL) e Pastor Sargento Isidório (Avante), mas as modificações não foram discutidas.
A matéria institui a chamada Promoção por Condições Especiais (PCE) e prevê mudanças nos quadros das corporações para ampliar o fluxo de promoções. Segundo o governo estadual, a medida terá impacto superior a R$ 139 milhões até 2028 e poderá abrir 810 vagas na Polícia Militar e 104 no Corpo de Bombeiros.
O texto altera três legislações estaduais que tratam da estrutura das duas corporações e tem como objetivo "instituir a promoção por condições especiais no âmbito da Polícia Militar da Bahia e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, como instrumento destinado a contribuir para o equilíbrio da renovação dos respectivos quadros de carreira, mediante a promoção de militares estaduais que preencham os requisitos legais para a transferência à reserva remunerada".
As vagas para oficiais contemplam tanto o quadro de comando (QOPM) quanto os quadros de saúde e auxiliares (QOAPM):
Para as praças, a criação de vagas foca nas graduações de maior antiguidade:
Bombeiros
Para o Corpo de Bombeiros, o projeto prevê a criação de 104 vagas no total, distribuídas da seguinte forma:
Oficiais:
Praças:
Segundo o governo, as promoções ocorrerão anualmente, respeitando a disponibilidade orçamentária e os critérios de antiguidade e tempo de serviço para o desempate entre os requerentes.
As emendas
Isidório defendeu alterações para garantir a valorização dos militares oriundos da base das corporações. De acordo com o parlamentar, os quadros que integram o oficialato por meio da ascensão de praças devem manter a possibilidade de alcançar o posto de coronel. A proposta foi apresentada por intermédio do deputado estadual Patrick Lopes (Avante).