Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, pagou R$ 330 para participar de uma experiência que terminou em tragédia no interior de São Paulo. O valor corresponde aos R$ 180 cobrados pelo salto de rope jump e aos R$ 150 pagos pela gravação em câmera de 360 graus, equipamento que poderia ajudar a esclarecer o que aconteceu, mas que ainda não foi localizado pelas autoridades. A informação é de O Globo.
Formada em Educação Física, moradora de Jandira e funcionária de uma academia, a jovem morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa às cordas de segurança durante uma atividade realizada na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual.
Segundo as investigações, Maria Eduarda participava da modalidade conhecida como "aviãozinho", em que o praticante é conduzido por instrutores até a plataforma antes da queda controlada. Imagens registradas no local mostram que ela foi carregada por três integrantes da equipe, mas acabou sendo lançada sem estar conectada ao equipamento que impediria a queda livre.
Jovem sobreviveu ao impacto inicial, diz enfermeira
Logo após o acidente, testemunhas entraram em desespero ao perceber a falha nos procedimentos de segurança. Apesar da gravidade da queda, a jovem ainda apresentava sinais vitais quando foi encontrada.
A enfermeira Rayza Dias, que participou do atendimento, contou à TV Record que enfrentou dificuldades para chegar até a vítima devido ao terreno íngreme. "Eu ralei toda a minha mão porque lá é uma ribanceira e tem só uma corda para a gente descer. Eu estava cheia de barro", relatou.
Ela afirmou que Maria Eduarda ainda respirava quando foi alcançada. "Vi que ela estava com uma respiração ofegante e olhei a pupila dela, que infelizmente estava dilatada, as duas. Vi pulsação, estava bem fraca, mas ela ainda tinha pulsação."