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Carreira na Marinha: saiba qual é a remuneração de cada patente e como conquistar uma vaga
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Carreira na Marinha: saiba qual é a remuneração de cada patente e como conquistar uma vaga

O início de 2026 trouxe a consolidação dos novos valores salariais para os militares brasileiros, mas o interesse pela Marinha vai além do soldo. Com vencimentos básicos que variam de R$ 1,1 mil a R$ 14,7 mil para os oficiais, o foco de novos candidatos se divide entre as carreiras de longo prazo e as oportunidades para oficiais temporários, que hoje oferecem a mesma remuneração dos quadros permanentes.

De acordo com a tabela vigente desde 1º de janeiro, um Segundo-Tenente ingressa com um soldo de R$ 8.179,00. Ao longo da trajetória, que pode durar mais de 30 anos, o militar ascende por critérios de merecimento e antiguidade. A ascensão hierárquica exige o cumprimento de interstícios (tempo mínimo em cada posto), que variam de 3 a 8 anos, além de requisitos de aptidão física e a conclusão de cursos de carreira obrigatórios.

O ingresso para oficiais da Marinha ocorre por concursos de carreira ou processos para temporários. A carreira permanente foca em jovens no Colégio Naval (15 - 18 anos) e Escola Naval (18 - 23 anos), além de graduados de até 35 anos em áreas como Saúde, Engenharia e Quadros Técnicos.

Já as seleções para temporários atendem profissionais do mercado civil: a modalidade RM2 aceita nível superior até 41 anos, enquanto a RM3 foca em especialistas de até 62 anos. Em ambos os casos, a legislação garante aos temporários os mesmos vencimentos e benefícios assistenciais dos oficiais de carreira em postos equivalentes.

A Marinha reforça que as oportunidades não se restringem ao oficialato. Existem concursos e seleções para Praças de carreira e temporários, voltados para candidatos com formação de níveis médio e técnico. Assim como na carreira de oficial, a progressão das praças depende de desempenho, saúde e formação contínua.

Com a estabilidade financeira e a estrutura de suporte familiar, a carreira militar mantém-se como uma das opções mais competitivas no funcionalismo público federal em 2026, especialmente após a última reforma remuneratória.

Quanto à remuneração dos militares das Forças Armadas no Brasil, a mesma é regida pela Medida Provisória nº 2.215-10/2001, complementada pela Lei nº 13.954/2019.